No Egipto, num jogo entre o Al-Masri e o Al-Ahly, o impensável aconteceu. O árbitro ao dar a
partida como finalizada, adeptos de ambas as equipas invadiram o campo e começaram uma
autêntica guerra civil, onde morrerem 73 pessoas e ficaram feridas dezenas mais, segundo um
balanço provisório. Asfixia e traumatismo craniano são as causas mais prováveis para a morte
de tanta gente.
O clima de tensão começou bem antes do fim da partida, os adeptos ao longo do jogo
provocaram bastantes desacatos, arremessaram very lights, o que fazia prever que algo iria
correr mal, mas certamente ninguém pensou que fosse tão grave.
É de salientar ainda, a passividade incrédula das autoridades, que pouco ou nada fizeram para
evitar tais acontecimentos. O próprio Manuel José, treinador do Al-Ahly, foi agredido. «Levei
murros e pontapés mas estou bem. Apesar da confusão, alguns seguranças meteram-se à
minha volta, e apesar de algumas pancadas na cabeça e nas costas, não tenho nada de mais»,
disse.
«Assim que o jogo terminou foi uma grande confusão, entraram várias pessoas para dentro
do campo, e no meio da confusão toda já não consegui entrar na cabine. Trouxeram-me para
fora do estádio. Já vi vários adeptos a serem assistidos e muita gente já morreu. Muitos deles
morreram dentro do nosso balneário, para onde fugiram para ser assistidos mas acabaram por
não resistir», explicou Manuel José em declarações à Sic Notícias.
